Não o reconheci à primeira vista.
Ele era loiro, olhos azuis e alto.
Trouxe-me uma mensagem sobre a vida,
o quanto vale a pena vivê-la
e o quanto devemos aproveitar todas as oportunidades
que se nos apresentam.
Como eu não o reconheceria naquele disfarce,
adotou outro.
Fez-se semelhante a mim
e inventou uma dor para que eu o avistasse
e compreendesse a mensagem que ele trazia de Deus.
Esteve presente o tempo suficiente.
Chamou-me a atenção para os seus olhos.
Através deles que a vida se esbanjava.
Ouvi também o seu coração
- ele pulsava firme e com ânimo.
Modesto, gentil e caridoso,
não apenas trouxe, mas levou.
Permitiu-me envolver em seu drama,
para que o ensinamento chegasse
ao mais profundo do meu coração,
como tatuagem,
a perdurar pelo tempo que aqui me resta.
Nos encontraremos,
e nesse segundo encontro,
não precisaremos de disfarce,
pois nossas almas reconhecer-se-ão
e, alegremente, dar-se-ão em abraços.
*jhonlanc*





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